terça-feira, 29 de março de 2011

Chovia



Eu queria realmente escrever um conto de fadas com todos aqueles vilões, mocinhos, tragédias e reviravoltas. De certa forma, contar um pouco daquilo que escrevo com gestos e palavras.

Foi assim que numa noite eu o encontrei.
Ele estava usando óculos, jeans e tênis de corrida.
Estava só, esperando os demais colegas de trabalho chegarem.

Quando sentei ao lado dele, começamos a conversar sobre as atividades do dia e as crenças que nos faziam continuar nelas.

Assim que a madrugada apressou o passo em minha direção, devolvi o respiro de minha alma cansada

No outro dia, o turno de trabalho dos colegas chegava ao fim, e ele deveria ficar de plantão.

Se o deixasse na sala, já saberia exatamente o que esperar do meu sono.
Optei por ficar e aguardar o que não poderia prever.

Chovia.
A umidade acalentava a pele e o ar manso anunciava que a terra dançava em contato com os pingos que cumpriam sua breve trajetória.
Ele segurou minhas mãos, olhou nos meus olhos e perguntou sobre mim, envolvendo-me num abraço.

A ternura em sua fala me conduziu ao seu colo.
Enquanto a noite continuava sua canção harmoniosa em estrofes de chuva.

#perfeição

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